Como funciona Acompanhamento escolar Perguntas frequentes Calculadora PAS Professor Criar conta / Entrar
Blog Colmeia
Como estudar para o ENEM de forma eficaz

Planejamento, entender o funcionamento da memória, fazer revisões e colocar o conhecimento em prática pode ser o segredo para ir bem na prova.

Escrito por: Laenya Romeiro

         Todo ano milhares de estudantes se preparam para o ENEM, o Exame Nacional do Ensino Médio, com o sonho de garantir a tão cobiçada vaga na universidade. São inúmeras as matérias a serem estudadas, que englobam uma quantidade de conteúdos gigantesca: cálculos, fórmulas, teorias, conceitos, nomenclaturas, regras, exceções, matérias de exatas, disciplinas de humanas, história, álgebra, física, sociologia, etc, etc… Todas exigem dos candidatos maturidade e foco suficientes para assumir a responsabilidade diante dos livros. Além das matérias, a cobrança psicológica e o tempo a ser administrado são dois fatores que pressionam os estudantes que estão em busca de bons resultados.

         Por isso, muitos entram em desespero e fazem com que o exame se torne o pesadelo central das suas vidas. Mas aqui vai um spoiler sobre essa jornada de vestibulando: não precisa surtar (sempre), viu! Por mais difícil que pareça, há boas maneiras de administrar essa jornada.

         Mantenha a calma e acompanhe as dicas que vamos te passar agora. Elas podem ser o segredo de uma preparação tranquila como candidato nota mil. Estamos prontos? Então pegue o café e o bloquinho e tome nota do que te falaremos agora.

#1: Comece pelo começo: planeje-se

         A frase mais óbvia da língua portuguesa pode mudar o jogo quando o assunto é obter eficácia na hora de estudar. Antes de qualquer livro aberto, de qualquer mesa arrumada, é necessário planejamento. Lembre-se de que todos os estudantes precisam estudar as mesmas disciplinas para a prova e isso é o que a maioria enxerga quando começa a se preparar. Porém, para obter resultados diferentes da maioria é necessário ter visão e pensar além, um bom início para o seu planejamento seria começar se perguntando quais são os conteúdos mais cobrados nas provas e, desses conteúdos, quais são os que você tem maior dificuldade, invista a maior porcentagem do seu tempo nesses últimos.

        Para se aprofundar nas questões anteriores, tenha uma coisa em mente: o ENEM tem um padrão de provas, de questões e de conteúdos que frequentemente costuma cobrar e, para analisar isso, basta você ter em mãos as últimas provas do exame e traçar um raio X em cima delas. Com isso, você evitará estudar coisas que não são cobradas e irá focar 99% do seu tempo naquilo que realmente importa.

        Feito isso, é hora de desenhar uma estratégia: o seu plano de estudos. Existem inúmeros sites que oferecem modelos de graça para você personalizar, basta dar uma olhada e montar o seu, levando em consideração as horas que você tem para estudar e o quanto dessas horas você de fato conseguirá cumprir. Lembre-se de que não adianta achar que vai ganhar uma maratona sem treinamento gradual. Estudar 8h seguidas com rendimento total é praticamente impossível, por isso, balanceie o seu tempo. 4h pode ser o ideal.

        Planejamento em mãos e análises de conteúdo prontas, parta para a próxima etapa.

#2: Planeje o seu cérebro

        Depois de planejar os estudos, é necessário planejar o cérebro para a nova rotina. Se você definiu que estudará 4h por dia, ele precisa entender que isso não é uma opção e sim um novo hábito a ser construído. O ideal é que você o estimule com horários demarcados e conheça o seu funcionamento para obter a retenção que você espera. Se você é uma pessoa com bom rendimento matutino, então tente aproveitar o período da manhã para se concentrar nos estudos individuais (aquele de casa, que vai além da sala de aula). Além disso, conhecer o funcionamento da mente pode ser um grande salto na forma de aprender.

        Entenda que nem todo mundo aprende igual, prova disso é a afirmação de especialistas que sobre a existência de três tipos de aprendizes: os visuais, os auditivos e os cinestésicos.

        O primeiro tipo, visual, pode ser aquela pessoa que não consegue estudar sem assistir uma videoaula, por exemplo, o segundo tende a ter muito apego aos conteúdos em áudio, enquanto o terceiro se envolve melhor com experiências práticas. Descobrir o seu tipo pode alavancar o processo na hora de absorver um conteúdo.

image

         Além do tipo, outro ponto importante é a forma que você utiliza para aprender, segundo Dra. Candice Steffen Holderbaum, estas são as principais formas que o ser humano utiliza para aprender:

image

*No infográfico, ainda podemos observar as mais eficazes, aquelas que têm a porcentagem elevada.

         Note que a leitura pura e simples, que é o que muitos alunos fazem, colabora pouco para a aprendizagem. Também é necessário entender que o processo de absorção é diferente do de fixação do conteúdo. Aliás, é por isso que muitos alunos dizem estudar tanto e não vão bem nos testes. Para fixar o conteúdo é preciso entender mais um aspecto importante, um que praticamente determina a aprovação: a memória.

#3: Entenda a sua memória       

        Você já ouviu falar que a memória é falha? Pois é, na verdade, ela é organizada, por isso esquecemos de tanta coisa com o passar do tempo. Esquecer é um mecanismo de sobrevivência para que possamos nos lembrar do que realmente importa. Aplicando esse conhecimento aos estudos podemos concluir que não vamos lembrar de tudo que queremos, um fato que precisa ser encarado o quanto antes para que a estratégia de revisão seja eficiente. Afinal, quantas vezes você já passou horas estudando um determinado conteúdo e chegou em uma prova sem se lembrar de nada?

        Esse fenômeno do esquecimento foi estudado pelo psicólogo alemão Hermann Ebbighaus, que descobriu a existência da curva do esquecimento no funcionamento do cérebro humano. Em visões práticas no processo de aprendizagem a curva seria mais ou menos assim:

image

Na hora do estudo há um pico de absorção e o cérebro pode até mesmo se lembrar de tudo, porém, com o decorrer do tempo o conteúdo vai sendo esquecido, é aí que entra a próxima dica da preparação.

#4: Esqueça-se de tudo, menos da revisão

O título deste tópico é um grande paradoxo, afinal, se você seguir as revisões à risca se lembrará do que realmente importa. Não de tudo, pois, como você percebeu, a memória trabalha com o esquecimento. Portanto, ao estudar tenha sempre o hábito de criar bons materiais de revisão. Os resumos, mapas mentais (já falamos deles aqui no blog) e flashcards podem ser ótimos nesse momento. Faça materiais de fácil visualização e que possam ser atualizados conforme você mede o seu termômetro de conhecimento enquanto faz questões e simulados.

Uma dica de ouro é programar um calendário de revisões: a primeira deve ser feita em até 24h, a segunda em uma semana e assim sucessivamente, até você conseguir burlar a curva do esquecimento e manter o conteúdo sempre fresco na memória. Veja o exemplo:

image

#5: Aplique o conhecimento

        Outra forma de fixar e testar todo o aprendizado é resolvendo milhares (literalmente) de questões no estilo ENEM. Invista também nos simulados, inclusive, é importante simular as situações da prova: local com um pouco de barulho, cadeira, tempo cronometrado e pausa apenas após o término do simulado.

#6: Por último e não menos importante, saúde e equilíbrio!

        A prova é importante, mas a sua saúde não precisa e nem deve ser denegrida no processo de preparação. Aliás, ter uma boa alimentação, um tempo de lazer e dormir a quantidade ideal será fundamental para que você obtenha o sucesso desejado. Não se prive disso! A maneira mais inteligente de alcançar um objetivo é manter o equilíbrio, só assim você suportará a rotina a longo prazo.

No mais, boa sorte! A nossa torcida é para que a vaga seja sua!

Gostou dessa publicação? Compartilhe!

Compartilhar