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Leitura Infantil: qual a importância e como desenvolver?

Como desenvolver a leitura infantil durante a alfabetização?

É muito importante que os pais leiam para os filhos. Uma dica que pode ajudar a desenvolver a leitura infantil: rotina e hábito caminham juntos. É importante dedicar uma hora para ler às crianças todos os dias. Isso desenvolverá o gosto pela leitura e ainda ampliará o vocabulário e a criatividade.

Peter Hunt, autor do livro Crítica, teoria e literatura infantil (2010), menciona os livros ilustrados, em que tanto as palavras quanto as imagens narram a história. Esse tipo de livro se assemelha a um contato oral e as crianças conseguem lê-los com mais fluidez e flexibilidade do que obras sem figuras. É o caso do livro Uma canção de Urso de Benjamin Chaud (2019). Tal composição conjuga a linguagem verbal e não verbal para narrar a história, pois, enquanto o texto verbal conta a história do Ursinho que se perdeu do Papai Urso, as imagens incitam a curiosidade ao levar o leitor a procurar o ursinho escondido nas ilustrações das páginas.

Ligia Cademartori, no livro O que é Literatura Infantil (2010), afirma que os livros infantis precisam utilizar jogos dos sons e de sentido das palavras, ou seja, eles podem usar as rimas e figuras de linguagens para ampliar a relação da criança com o mundo e a linguagem. Exemplos desses tipos de composições são as obras de Sylvia Orthof.

Outro gênero de leitura infantil que costuma motivar bastante a leitura são os gibis ou HQs. Segundo o site Revista Educação, as crianças que estão em processo de alfabetização conseguem deduzir o conteúdo da história ao observarem os desenhos dos quadrinhos. A curiosidade em saber o que está escrito nos balões desperta o interesse da leitura. Por meio dos quadrinhos, a criança que ainda não domina plenamente o processo de codificação e decodificação é capaz de ler as imagens.

Alguns jogos também podem contribuir para que o processo de incentivar a leitura infantil seja mais divertido e eficaz. Essas brincadeiras trabalham a formação de palavras e o uso de letras do alfabeto, como a forca, a adedonha, o bingo e jogo da memória de palavras. Há alguns aplicativos que contemplam esses jogos e outros que ampliam o vocabulário das crianças, por exemplo, o Jogo da Forca – Brasil, Procura de palavras e Palavra da Fortuna (Português).

Como gerar o gosto e o hábito pela leitura em pré-adolescentes?

Precisamos considerar a faixa etária do leitor porque ele será atraído pela história que se identifica. O blog leiturinha.com.br diz que os pré-adolescentes costumam se interessar por livros que apresentam desafios, questões e mistérios. Obras maiores, compostas por capítulos, e séries costumam ser bastante atrativas nessa faixa etária. Cademartori (2010) afirma que a linguagem do livro infantojuvenil precisa considerar a capacidade de leitura do leitor o qual pretende atingir. Há livros que apresentam uma linguagem mais coloquial, mais próxima dos adolescentes, como o Diário de um Banana de Jeff Kinney (2008).

Narrações com personagens crianças e adolescentes fazem com que esse público se identifique com a história e seu universo. Livros como o Gênio do Crime do autor João Carlos Marinho (1969) e a Droga da Obediência de Pedro Bandeira (2009) apresentam detetives pré-adolescentes que solucionam mistérios, todos vivenciando experiências inusitadas.

Livros como O ladrão de raios de Rick Riordan (2005), que tem um personagem de doze anos vivendo aventuras no mundo da mitologia grega, ajudam o jovem leitor não só a se identificar com a obra, mas também ter contato com essa cultura.

No ebook "Como manter a educação dos filhos em dia?", há indicações de leitura infantil e também de leitura para adolescentes, abrangendo obras relevantes para ensino fundamental e ensino médio que podem ser lidas durante esse período de isolamento social e sem tanta carga dos estudos destinados às escolas.

Como abordar temáticas difíceis por meio da leitura infantil?

Por diversas vezes, os adultos apresentam dificuldades em discutir assuntos complexos com os seus filhos, como a morte, a política, a miséria e outros. Nesse sentido, a leitura pode se mostrar uma solução para tratar essas temáticas. Em meio a uma pandemia mundial gerada pelo Coronavírus, é muito importante entender que as crianças também merecem uma explicação.

No artigo Literatura infantil e temas difíceis: mediação e recepção de Lúcia Maria Barros e Fernando Azevedo (2019), são apresentados livros que discutem a aceitação da morte os quais procuram fazer a criança entender que somos parte de um ciclo de vida e que a morte também tem o seu papel. Por exemplo, Gato procura-se de Ana Saldanha (2015) discute, por meio da narração e ilustrações, o vazio que a morte deixa.

Em Histórias que acabam aqui de Teresa Lopes (2005), há contos destinados à infância que trazem reflexões a respeito do crescer, amar e morrer. Sobre o que é crescer, colou-se em discussão que à medida que crescemos sentimos a necessidade de sermos independentes. Foi discutida também a guerra e a sua falta de um inimigo concreto, pois nunca viram o seu rosto, apesar de todos saberem que o inimigo existia.

Atualmente, a pandemia gerada pelo Covid-19 tem gerado muitos questionamentos por parte das crianças. A leitura infantil é uma forma de ajudar as crianças a entenderem o que é o Coronavírus e o motivo de estarmos em situação de isolamento. Há leituras interessantes circulando pelas redes sociais. O livro Nosso Final Feliz da enfermeira Aline C. Pintanel (2020), por exemplo, pode auxiliar os pais nesse processo.