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Estilos de aprendizagem: Cada um aprende de um jeito diferente?

As salas de aula com 20, 30, 40 alunos propõem em geral um modelo de aprendizagem mais técnico, onde os estudantes têm aula teórica, respondem questões como forma de estudo do conteúdo e depois de um período realizam uma prova que avalia seus conhecimentos. Mas será que esse é o único estilo de aprendizagem? Será que é o melhor estilo?

Existem vários estudos sobre estilos de aprendizagem - que possuem características em comum - e aqui será discutido dois que conversam muito entre si e que podem ajudar na hora de saber o que mais se encaixa para cada pessoa.

O primeiro estudo divide em três os estilos de aprendizagem: Visual, Auditivo e Cinestésico (Teoria VAC). Kolb, Gregorc, Felder-Silverman, Vark e Dunn são os nomes conhecidos que discutem esses estilos baseados nos 5 sentidos (visão, audição, tato, olfato e paladar).

O segundo estudo sobre estilos de aprendizagem traz a Teoria das Inteligências Múltiplas, onde cada indivíduo pode se enquadrar em um dos 7 tipos de inteligência e com isso as dinâmicas de aprendizagem variam para cada um. São elas: Linguística, Lógico-matemática, Musical, Corporal-cinestésica, Espacial, Interpessoal e Intrapessoal. Essa teoria foi desenvolvida por Howard Gardner em 1983 e discutida até hoje.

pessoas planejando um projeto

Características dos estilos de aprendizagem da teoria VAC e opções de estudo

Para cada um dos estilos de aprendizagem existem características que podem ser observadas e possíveis recursos que podem ser empregados buscando um caminho que funcione melhor para cada pessoa.

Visual: Estudantes que aprendem mais facilmente com essa modalidade possuem uma capacidade de compreensão relacionada ao estímulo da visão. Imagens, diagramas, leitura, vídeos, ilustrações são recursos que funcionam bem e que prendem a atenção deles.

O que pode dificultar a concentração é a movimentação. Ruídos, por outro lado, não costumam ser um problema para essas pessoas. Ou seja, se seu filho, aluno, ou você mesmo estudar escutando música é porque o som não atrapalha a sua concentração.

Investir em slides, gráficos, ilustrações, mapas mentais e conceituais, palavras-chave podem ser opções para quem se adapta ao visual.

Auditivo: Neste caso, a conexão entre pessoa e conteúdo é feita com melhor aproveitamento a partir do estímulo do sentido da audição. Para pessoas com esse estilo de aprendizagem, a linguagem é muito importante. Sons e ruídos do ambiente podem atrapalhar ou auxiliar o entendimento.

Além disso, o estudante pode se expressar melhor oralmente, sentindo-se muito à vontade com atividades de discussão, por exemplo. É interessante utilizar questões que prendam a atenção e estimulem a expressão oral.

Cinestésico: Por último temos o estilo de aprendizagem cinestésico. É o estilo mais complexo porque requer a combinação de vários sentidos, dando grande relevância para o tato. Normalmente são pessoas com muita energia e movimentação é essencial.

Aulas práticas, trabalhos manuais que desenvolvam a criatividade, produção de gráficos, uso de post-it e canetas coloridas, teatro e recursos digitais interativos são alguns exemplos de ferramentas e técnicas que funcionam bem para esse estilo de aprendizagem.

Atividades que envolvem apenas a visão e/ou a audição acabam sendo monótonas para esse grupo de pessoas, fazendo com que os estudantes percam a atenção em pouco tempo.

Existem formas de descobrir qual é o seu estilo de aprendizagem. A auto observação é importante, sempre avaliando como está indo o seu aprendizado de acordo com cada estímulo ou formato de estudos. Esse quiz aponta qual o seu canal preferencial para estudo.

Características das Inteligências Múltiplas e opções de estudo

A Teoria das Inteligências Múltiplas trata de 7 inteligências com características particulares. É importante dizer que o sujeito possui níveis dessas inteligências, e que muitas vezes a maior opção é empregar uma atividade que incentiva o uso de várias delas, e não focar apenas em uma. Tendo isso em mente, vamos conhecer mais um pouco sobre elas e entender como influenciam o nosso estilo de aprendizagem:

Linguística: Essa inteligência é muito semelhante ao estilo auditivo do VAC. Jovens que a possuem conseguem se comunicar facilmente e manipular a linguagem, de forma a conseguir expressar ideias e contar histórias de maneira clara, convincente e cativante.

Projetos de escrita e leitura, escrita de poemas, textos, resolução de cruzadinhas e debates são meios de estudo que funcionam muito bem para quem tem essa inteligência mais acentuada.

Musical: Neste caso, pessoas com essa inteligência conseguem reparar nos sons ao seu redor desde muito cedo, possuindo uma capacidade muito nítida de diferenciar melodias e tonalidades. Compor músicas e cantarolar são capacidades perceptíveis.

Estudar a partir de músicas sobre os temas, compor músicas originais ou paródias com a temática da disciplina a ser estudada são métodos interessantes para esse grupo.

Lógico-matemática: Pessoas com essa inteligência mais desenvolvida apresentam um raciocínio lógico aguçado, rápido, com uma grande habilidade para resolução de problemas.

Utilizar analogias para estudo, estimular a racionalidade, estudar a partir de roteiros e apresentar situações-problemas são opções para estudantes que possuem essas características.

Corporal-cinestésica: Jogar, dançar, criar são ações que uma pessoa que funciona mais nesse estilo de aprendizagem faz com facilidade. Essa inteligência é muito semelhante ao estilo cinestésico de aprendizagem do VAC.

Gincanas com movimentação, jogos, criação de objetos e trabalhos manuais são atividades que melhoram o aprendizado nesta situação.

Espacial: A aptidão de perceber o ambiente e conseguir criar imagens mentais está muito presente em indivíduos que apresentam essa inteligência num nível mais elevado que as outras.

Semelhante ao estilo visual de aprendizagem da teoria VAC, atividades com desenhos esquemáticos, produção de tabelas, gráficos, imagens, ilustrações fazem com que fique mais simples de aprender determinado conteúdo.

Interpessoal: Estudantes com essa inteligência destacada são sensíveis, empáticos e comunicativos. Gostam de liderar, de participar de trabalhos em grupos, compreendem os sentimentos dos outros, gostam de ser ouvidos.

Estudar em conjunto com colegas, receber feedback dos professores, poder fazer tarefas em grupo, e não individualmente, faz com que esses estudantes aprendam mais.

Intrapessoal: No caso desse último grupo, são pessoas que possuem uma grande compreensão e entendimento sobre si. Funcionam no seu próprio ritmo e em trabalhos individuais acabam aprendendo melhor o conteúdo.

Esse aluno estuda muito melhor sozinho e conhece as suas dificuldades. Analogias que relacionam o conteúdo, sua vida e autoavaliação são ferramentas interessantes para o aprendizado dele.

Qual estilo de aprendizagem funciona para mim?

É importante se conhecer. Se você é pai ou mãe, ajude o seu filho a entender o que mais funciona para ele. Continuar lendo sobre o estilos de aprendizagem também é importante. Dessa forma você consegue compreender melhor os impactos desse assunto nos estudos e aprendizagem do seu filho.

Além disso, não se prenda a um único estilo de aprendizagem, pode ser que mais de um seja a melhor opção. O que importa no final é aprender e que esse aprendizado seja feito trilhando o “caminho do algodão doce” e não o “caminho das pedras”.