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Dislexia: conheça os sinais que podem indicar que o seu filho possui o transtorno

A dislexia é um transtorno genético de origem neurobiológica causado por uma alteração cromossômica hereditária, que tem como característica principal a dificuldade em decodificar os símbolos gráficos e a escrita. O distúrbio ainda gera muitas dúvidas sobre os sintomas e principalmente sobre como identificar se aquela dificuldade de leitura e escrita dos filhos pode ser um indício do problema.

Para acender uma luz sobre os pais, separamos uma lista com alguns dos sinais que podem indicar que os pequenos possuem o transtorno.

**Vale lembrar que somente uma avaliação profissional poderá dar o diagnóstico de confirmação.

Criança olhando cansada para o livro

#Seu filho não consegue associar fonemas às letras

Geralmente, o primeiro sinal observado em quem tem dislexia é a dificuldade com a leitura e a escrita. Estudos apontam que essa dificuldade se dá porque o cérebro dos portadores do transtorno funciona de maneira diferente: há uma falha na área responsável por associar os sons aos fonemas. Sendo assim, o bloqueio na leitura não tem a ver com a dificuldade de visualizar o grafema (letra) e sim de reconhecer o seu fonema.

Se você notar que seu filho apresenta dificuldades nesse aspecto, como a troca de letras com pronúncias semelhantes (V e F ou D e B), principalmente se ele estiver no processo de alfabetização, tente conversar com os professores para identificar se há um atraso muito grande comparado ao ritmo do restante da turma, um alerta pode ser acendido se junto a esse atraso constarem o hábito de escrever de trás para frente (escrita espelhada) e dificuldades motoras de executar movimentos básicos, como segurar um lápis.

#Discurso não fluente

A dislexia se apresenta em diferentes graus e suas características podem ser notadas de maneiras diversas ao longo da vida, em crianças que estão no ensino fundamental, por exemplo, pode ser observado uma dificuldade em manter a fluência no discurso, que pode ser demonstrada por meio de pausas ou hesitações, dificuldade de encontrar as palavras corretas, pronúncia incorreta e até mesmo confusão entre palavras com sons semelhantes.

#Memória ruim

O disléxico pode apresentar uma excelente memória de longo prazo, principalmente quando essa é relacionada a experiências, porém, quando se trata de sequências de letras, números ou qualquer informação que envolva sons e palavras, ele tende a sentir dificuldade em lembrar. Geralmente, é necessário que se estabeleça ordens escritas para que o aluno possa, com a ajuda dos pais, entender as tarefas escolares sem se esquecer de nada.

#Dificuldades com as noções espaciais e temporais

A dislexia infantil pode fazer com que as crianças demorem muito mais do que as outras para aprender o que é ontem e hoje, em cima e embaixo, direita e esquerda e que tenham certa dificuldade para apontar as direções ou lembrar de coisas que envolvem tempo e espaço.

#Atrasos no aprendizado escolar

Esse fator pode ser percebido com uma análise do desempenho junto aos professores, pois são eles que saberão informar se o aluno está ou não atrasado em relação ao restante da turma. É claro que, assim como os outros, esse fator isolado não representa a chance de se ter um filho disléxico, porém, quando acompanhado dos outros fatores citados, é importante que o quadro seja levado em consideração para procurar ajuda profissional.

#Identificado os sinais, procure ajuda

Se a sua suspeita é de que seu filho realmente possui o transtorno e se isso já foi conversado com os professores, então o melhor a fazer é intensificar a procura de ajuda. Normalmente, o diagnóstico é feito por exclusão, ou seja, é necessário avaliar se não há outros fatores atrapalhando a aprendizagem.

É importante que uma equipe multidisciplinar participe da avaliação do problema (psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e neuropediatras) e que se apliquem testes para avaliar o nível de atenção, escrita, leitura e vocabulário. Só assim poderá se chegar a um diagnóstico preciso.

É importante lembrar que quanto antes for o diagnóstico, melhor serão as condições de desenvolvimento normal do seu filho e menor será o impacto negativo do distúrbio na autoestima da criança, que por vezes fica extremamente abalada ao ver que o seu desempenho é aquém do dos colegas.

#Meu filho realmente é disléxico, e agora?

Se o resultado da avaliação for positivo, o primeiro passo é entender que a dislexia não irá atrapalhar de alguma forma a inteligência ou a capacidade de aprendizagem do seu filho. Aliás, uma prova bastante relevante disso é que, ao que se sabe, o nosso gênio Albert Einstein era disléxico. Ufa, né?!

Dito isso, é necessário esclarecer ainda que não se sabe a cura para o transtorno, todavia, o acompanhamento profissional ajudará a criança a superar o comprometimento do mecanismo da escrita e da leitura e a se tornar um adulto de sucesso.

O incentivo dos pais também contribui muito para que os filhos tenham sempre uma motivação para prosseguir a vida escolar, afinal, eles sempre terão que se esforçar um pouco mais na leitura e na escrita, mas nada que o apoio e o tratamento correto não consigam melhorar, já que o cérebro consegue se adaptar às condições da dislexia.

A dica que deixamos para os pais é que sempre valorizem o esforço que o filho faz, mas sem superproteção ou demonstração de dúvidas sobre a sua capacidade, além disso, outro ponto que não pode ser negligenciado é o incentivo ao hábito da leitura. Mostre ao seu filho a importância da atividade e tenha sempre muitas opções de livros à mão, assim será mais fácil aumentar as probabilidades de que ele se interesse por algum gênero.

Com o tratamento devido, a vida acadêmica e profissional do seu filho poderá seguir o fluxo normal e as dificuldades e comportamentos voltados à procrastinação de tarefas que envolvem a leitura e a escrita poderão ser atenuados.

Dica Colmeia: Identificou os sinais? Procure ajuda profissional o quanto antes.